O Reflexo da Tecnologia no Nosso Tempo
O meio é a mensagem.” – Marshall McLuhan (1911-1980)
Vivemos em um tempo que corre rápido demais. A tecnologia avança como um rio sem freio, transformando tudo o que toca — nossas casas, nossos trabalhos, nossas mentes. Inteligência artificial, redes sociais, streaming, o próprio jeito como nos conectamos uns aos outros: nada escapou. Mas eu me pergunto, e agora te pergunto: estamos prontos para isso? O que essas mudanças dizem sobre quem somos?
No meio dessa revolução, o progresso nos entrega presentes e armadilhas. Ele ilumina verdades que o dia a dia costumava esconder. Deixem-me compartilhar o que vejo.
As plataformas de streaming, como a Netflix, viraram espelhos da nossa fome por distração. Não é conhecimento que buscamos, mas um ciclo sem fim de entretenimento. Onde estão as histórias que nos desafiam? Perdidas, muitas vezes, sob o peso de um algoritmo que prefere nos manter presos.
A inteligência artificial, por sua vez, está desvendando o trabalho que chamávamos de “intelectual”. Grande parte dele não passa de um copiar e colar com verniz de esforço. A produtividade que tanto idolatramos frequentemente esconde a falta de algo novo, algo verdadeiro. Será que sempre foi assim, ou só agora percebemos?
Nas empresas, a tecnologia joga luz sobre outro palco: o dos jogos políticos. Tantos empregos existem não para criar, mas para sustentar egos, justificar salários, dar motivo às reclamações. A automação não acabou com isso — apenas tornou o teatro mais visível.
E os relacionamentos? Os aplicativos de namoro transformaram o amor em uma transação. Passamos filtros em sentimentos, reduzimos conexões a fotos e status. O coração virou um produto no mercado digital. Será que esquecemos como amar sem um swipe?
Nas redes sociais, vejo o velho apedrejamento ganhar nova forma. A inveja, que sempre carregamos, agora tem um megafone global. Não precisamos de praças para julgar — fazemos isso em tweets, em comentários cheios de veneno. Somos digitais, sim, mas nossa alma ainda carrega ecos medievais.
O futuro é uma incógnita. Cada invenção traz ondas que não podemos prever, e a instabilidade é a única promessa. Mas não precisamos ser engolidos por ela. Eu te proponho três coisas:
Pare. Crie espaço para pensar, para questionar o que essa tecnologia faz com você. Não viva no automático.
Filtre. O mar de informações pode te afogar se você não escolher o que importa.
Valorize o que nos faz humanos. Emoções, criatividade, o olhar crítico — isso as máquinas ainda não têm.
Isso é o que eu vejo e sinto. Não é um grito de desespero, mas um convite. Vamos olhar para o reflexo que a tecnologia nos mostra e decidir quem queremos ser. Se quiser caminhar comigo nessa reflexão, junte-se ao Hub: cledsonbs.com/hub. Há muito mais a dizer, e eu sei que você também tem algo a compartilhar. Deixe seu pensamento nos comentários — quero te ouvir.
