O Que Isso Diz Sobre a Nova Política
Na última quarta-feira (3/abr), Felipe Neto surpreendeu o Brasil ao anunciar sua pré-candidatura à presidência em 2026. Junto com o anúncio, lançou a “Nova Fala”, uma rede social que, segundo ele, vai servir como um “laboratório para entender o povo”.

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🗓️ Abril | por Cledson Barbosa
Pode parecer só mais uma jogada de marketing. Mas esse movimento diz muito sobre os caminhos que a política brasileira está tomando — e sobre como influência digital se transforma, cada vez mais, em capital político.
Nesta edição, eu quero te mostrar como essa história mistura ciência política, publicidade e algoritmos, e o que isso significa pra você, que se preocupa com o futuro do Brasil.
Política virou entretenimento?
A candidatura de Felipe não é isolada. O mundo já viu essa mistura antes: Trump, Zelensky, e até Bolsonaro. Todos usaram redes sociais como trampolim. Agora, Felipe traz isso pro Brasil em versão 5G: com dados, rede social própria e narrativas milimetricamente construídas.

Há uma teoriazinha ali meio maldita na psicologia e na ciência política que levanta a suspeita de que todo político, no fundo, é um pouco psicopata. Porque se ele não fosse, ele não fazia isso.
Isso é inovação ou manipulação? É sobre dar voz ao povo ou guiar o discurso para onde interessa?
A “Nova Fala”: uma nova Novafala?
O nome da plataforma já acendeu alertas. Alguns usuários compararam com a “Novafala” de 1984, de Orwell — uma linguagem criada para limitar pensamentos e controlar o discurso.
Se a rede for usada para ouvir, ótimo. Se for para filtrar o que é dito… o risco é real.
Branding político no nível hard
Felipe Neto domina como poucos o jogo da narrativa. Construiu uma imagem de “Guardião da Verdade” durante a pandemia, criticou duramente Bolsonaro, saiu da política “para entender melhor o Brasil” — e agora volta com sua própria plataforma.
Isso é branding puro. E se conecta com algo que eu sempre falo por aqui: quem controla a comunicação, molda a percepção.
Oportunidade ou perigo?
Se você acha tudo isso genial, está certo. Se acha preocupante, também. O que estamos vendo é o surgimento de uma política baseada em algoritmo, segmentação e influência. O problema é: até onde isso pode ser usado para o bem comum… ou para interesses próprios?
E o que você pensa disso?
Seu ponto de vista é importante pra mim — e pode abrir uma nova camada de reflexão nesse debate.
Comenta aqui embaixo ou responde direto no meu e-mail. Quero te ouvir.
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📌 Até a próxima,
Cledson Barbosa
Estrategista, Comunicador e Cidadão em Alerta.