Dia Internacional da Mulher
Genesis 1:27 (KJV)
So God created man in his own image, in the image of God created he him; male and female created he them
Hoje, 8 de março de 2025, celebramos o Dia Internacional da Mulher, uma data que reconhece as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao redor do mundo. Desde sua origem em 1909, nos Estados Unidos, passando pela proposta de Clara Zetkin em 1910 e a oficialização pela ONU em 1975, o 8 de março é marcado por protestos e celebração em mais de 100 países. No Brasil, essa data ganha ainda mais significado com figuras com Maria da Penha, cuja luta contra a violência doméstica resultou na Lei Maria da Penha de 2006, um marco na proteção das mulheres. Mas, neste ano, a data também nos convida a refletir sobre casos como o de Vitória Regina de Souza, cuja história trágica ilustra os desafios que ainda enfrentamos.
O caso de Vitória: uma vida interrompida, uma jovem de 17 anos, desapareceu em 26 de fevereiro de 2025, após sair do trabalho em um shopping em Cajamar, grande São Paulo. Câmeras de segurança a registraram caminhando até um ponto de ônibus, onde ela enviou áudios a uma amiga, expressando medo de dois homens que a seguiam. Após uma semana de buscas intensas, seu corpo foi encontrado em 5 de março, a cerca de 5k de sua casa no bairro Ponunduva em uma área de mata. O corpo apresentava sinais de violência extrema: cabelo raspado, quase decapitado e com marcas de tortura, o que chocou a comunidade local.
A Polícia Civil investiga o caso como um possível crime de vingança, com suspeitas de envolvimento da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Contradições no depoimento de seu ex-namorado, Gustavo Vinícius, e a identificação de três suspeitos diretos, além de outras sete pessoas investigadas, indicam a complexidade do caso. A brutalidade do crime e os indícios simbólicos, como o cabelo raspado – associado a punições de facções por “traição” – Levantam questões sobre a segurança e justiça, especialmente para mulheres vulneráveis.
Dia internacional da Mulher e o caso de Vitória ressoa profundamente no contexto para nossa vida e como precisamos agir. Essa data, que celebra avanços como o direito ao voto e a igualdade de gênero, também é um chamado para enfrentar a violência contra mulheres, um problema persistente no Brasil. Dados sugerem que o país enfrenta altos índices de feminicídio – mais de 1.400 casos em 2024, segundo estimativas, e casos como o de Vit´ria destacam a necessidade de proteger mulheres em trajetos rotineiros, como o caminho do trabalho para casa.
A Lei Maria da Penha, inspirada na “resiliência” de Maria da Penha, que sobreviveu a tentativas de feminicídio, é um exemplo de como a luta coletiva pode gerar mudanças. No entanto, o caso de Vitória mostra que ainda há lacunas: a possível participação de facções e a lentidão em identificar suspeitos reforçam a urgência de políticas mais eficazes. Este 8 de março nos lembra que a celebração das conquistas femininas deve vir acompanhada de uma luta contínua por segurança e justiça.
Cledson Barbosa, estudante de Publicidade e Propaganda
